segunda-feira, 13 de junho de 2011

Desejo da fada




Entre sóis que clareiam minha face
E incendeia nos sonhos as estrelas
Sou poeta , sou viajante, no enlace
Do vasto, a loucura sempre se rebela 

Nos vales que desejei as  quimeras
Tudo que a deidade poderá revelar
Uma  intensa canção nessas esferas
A morte, gnomos secretos, a velar

Essa fada ácida que me corrompe
Com palavras vazias, doces e carícia
Assim a ilusão sempre interrompe
Revelando seus espinhos e malícias

Palavras que eu não poderia contar
Mas absolutas, que não há negação
Fazem voar!Mas a carne a encantar
Sol que a terra queima, com emoção

Nesse brilho, meus olhos perdidos 
Tentando descobrir onde tu estava 
Pela fada na ode sempre fui iludido
E esqueci da flor pela qual sonhava

Dilacerando minhas raizes e leveza
Da alma, sem ilusões ou caminhos
Reconhecendo apenas a aspereza
Jamais retornarei aos meus sonhos

Pai dos ventos, teu perdão eu clamo
Através do mar do tempo, indefeso
Diante da descoberta,onde proclamo
O desejo da fada profana de Ephésus 



8 comentários:

  1. Amei!
    Amigo,suas poesias são lindas.Bjus.

    ResponderExcluir
  2. Passando para desejar um bom dia e parabenizá-lo por tão lindos versos, beijos

    ResponderExcluir
  3. linda linda linda!!! bjs e saudades...

    ResponderExcluir
  4. Mais um excelente poema! Parabéns!! Bj

    ResponderExcluir
  5. Oi Ric, tá sumido!! Tá tudo bem? bjs

    ResponderExcluir
  6. Adoro teus textos!
    Te acho um escritor muito inteligente com uma forma muito pessoal de escrever.
    Beijos.

    ResponderExcluir