sexta-feira, 30 de julho de 2010

Meus rastros


Mergulho na loucura
Dessa vida intensa
Em um breve momento
De lucidez
Palavras gritam
Em meu peito
Nascem
Do inconformismo
Das dores e angustias
Dos amores esquecidos
No desejo da carne
E de outras coisas
Que busco
Que não tem nome
Pois tenho a certeza
Que um dia a vida se diluirá
E com ela o amor
Emoções e sonhos
E essa força que temos
Irá se esvair
Com o fim do caminho
Mas com essas palavras
Deixarei meus rastros

Pássaros versáteis

Pássaros versáteis
Descubro tuas curvas
Pele de porcelana
Umedecida
Tráfego entre as coxas
Flores e sabores
Te descubro
Entre murmúrios
Sinto a lingua águda
Acende esse fogo
Intenso
Esparramo o mel
Gritos, e êxtase
Nesse instante
Manóbra ágil
Da carne
Da vida
Entre os lirios
Famintos
Gozamos
Morte e renascimento
Te sorvo
Entre os pios e flores
Nesse momento versátil

Tua vóz


Tua vóz me inflama,
Boca e movimentos
Teus sussuros, e gritos
Anunciados
Atitude válida,
Deliciosa descoberta
Do caos profundo
Nele o amor se iluminou
Único,
Com suas multiplas faces
Dentro desse circulo
O amor se move
E te procura, faminto
Sorve minha vida
De forma intensa
Me estendo
Dentro
Quando te procuro
Assim nunca afaste
Tua boca da minha
Asa, pétalas
Delírios
Da volúpia liberta
Nesse momento infinito

domingo, 21 de março de 2010

Olhando o oceano


Olhando as ondas do oceano
Contando as estrelas
Meus pensamentos vagam
Por lugares nunca imaginados
Vejo neles meus sonhos
Desejos que minha alma busca
Penso no fim de meu caminho ,
Pois quem sou para desejar a eternidade
Deixo-a para os deuses
Mas com certeza deixarei aqui minha marca
Pois sinto a vida em cada respiração
Em meus atos sou como a chuva fina
Que quando cai transborda os rios
E altera paisagens
Alegro-me pelas batalhas travadas
As conquistas conseguidas
As lágrimas que em minha face rolaram
Nos momentos dificeis, muito eu aprendi
O amor é um capitulo a parte
Pois seu segredo não é ir atrás, cobiçá-lo
E sim cuidar de tudo para poder recebê-lo
Em meio ao meus pensamentos
Deixo meus rastros na areia
E sigo meu caminho

Que amor é esse??


Eu não sou de ninguém ,e niguém me tem
Sigo livre meu caminho, ao sabor do vento
E sempre uso palavras pra esquecer
E justificar a tristeza de um amor
Que não foram correspondidos
Mas que amor é esse, que se foi?
Quais marcas ele deixou ?
Profundas suas alegrias e dores
Mas ele já foi entregue ao passado
E não mais pertence ao meu coração
Caindo assim no esquecimento
E por mais solitário que seja meu caminho
Sempre desejo que apareça uma nova estrela
E desejo um novo e belo amanhecer

Como o véu da manhã

Deixo que as ilusões me carreguem
Me levaram a campos distantes
Sonhos que chegaram com seu doce sabor
E em minha mente ficaram marcados
Sorrateiros chegaram e me envolveram
Seduzindo aos tolos com suas máscaras
Não devo mais me iludir com eles
Que trazem transformações em mim
Me levam os sorrisos, e deixam as lágrimas
E assim como o véu da manhã
Se desfazem com a primeira hora do dia
Esse sonhos foram assim
E me carregaram ao engano
Por eles até abandonei outros caminhos
E só achei pedras que machucam
O coração sonhador de outra hora
Trago agora os olhos tristes
Que por eles as lágrimas falam
Só restam lugares vazios
Onde a solidão e o medo habitam
E os amores nunca vividos
Nesses sonhos se foram