sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Cíclico tormento




CÍCLICO TORMENTO

No mais fundo de mim
Sempre sem rumo pensei
No ouro, no aro e jasmim
Que não repousa e adensei

Um só núcleo pulsando
No solário impuro
Com teu delta sonhando
Mas o veneno depuro

Que na alma esconde
Inexatidão desse ser
Sem luz que ousa onde
Canta sem reconhecer

No núcleo o olhar alerta
É lícito compreender
Que no delta desperta
Na alma o sol ascender 

Mas um outro resguarda
Que é finito e extenso
Assim a quimera arda
E se refaz mais denso

Um cícliclo tormento
Onde a alma se contrai
Sem essência, no lamento
No mal a alma se retrai

Mesmo rito, o mesmo ser
É lúcido e sempre fluído
A inspiração e expuser
O arbítrio perseguido

Ricardo Vichinsky


3 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  2. é bom ouvir as músicas que acompanham os teus versos- parece-nos que estamos aí contigo, no mesmo tempo em que fizestes os versos

    ResponderExcluir
  3. amigo, exclui a mensagem excluida. Eu errei na grafia e postei a outra logo em seguida. Ficou uma alusão àquela publicação com esse dizer: esta postagem foi removida pelo autor. bjus- mii

    ResponderExcluir