segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Ao vento




Mas em ti ainda vivo
Até onde me estendo?
Asa , chama e sobrevivo
Lívido! E absorvendo

Envolto nas tuas asas
Um dia hei de pousar
Estendo-me em brasas
Raiz lívida, sem ousar

Ares de um tem perdido
Em asas se colocaram
No tempo esquecido
Na memoria marcaram

O que um dia eu pretendi
E te fiz terra,  toda terra
Mas era sal, e compreendi
E ao vento uma alma berra

4 comentários:

  1. Uma trova ao estilo Ricardo Wishinsky, não pode ser nada menos que bela!

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  2. Parabéns poeta, teu blog é muito lindo, adorei, bjs

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  3. Estive a ver e ler algumas coisas, não li muito, porque espero voltar mais algumas vezes, mas deu para ver a sua dedicação e sempre a prendemos ao ler blogs como o seu.
    Gostei de tudo o que vi e li.
    Vim também desejar muita paz,saúde e grandes vitórias.
    São os votos do Peregrino E Servo.
    Abraço.

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