sábado, 16 de outubro de 2010

Sede


Sacia tua sede
Do amor e
Desejo
Paz e esperança
Não permita
Que pecados e
Dores
Apodreçam tua
Alma
E torne um
Cego
Valha-te da
Essencia
Do amor
Abandonado
E assim sacia-te
Sem pudor
Estilhace limites
Volta-te ao belo
Há de notar a luz
Que te envolve
Esse peito
Arrependido
Que esqueceu
A doçura do perdão
Mas revive
Essa imortal essencial
Desprendendo o grito
Reconhecendo a existêcia
Do paraiso

Coração envelhecido


Um coração
Envelhecido
Fruto empobrecido
Desolado
E magoado
Envolvido pela
Pútrida amargura
E soluçante
Desespero
Onde ouço
Sussuros
De sombras
Perversas,
Astutas,
E pervertidas
Que me
Acompanha
E não importa
A pureza da alma
Ela é esmagada
De forma bruta
Se tiver a marca
Da soberba
Humildade é preciso
Elevar o sentimento
Terno
Derramando amor e
Perdão
No caos desse
Insano mundo
Sorrindo aos céus
E abençoando
O caminho
Por esse inferno
Onde vagamos

sábado, 2 de outubro de 2010

Tua boca


Tua boca
Viçosa, úmida
Carnuda, vigorosa
Pétalas de rosa
Perfume e delírio
Sorvo tuas águas
Límpidas,saborosas
Toque de brisa
Pomposa,purpurea,
Masgestosa,, deliciosa
Fruto mordido
Libera a volúpia
Da carne
Alucinada, ofegante
Angelical tentação
Sedutora
Sobre lagos
De quimeras
Envolvida pela
Doce luz
Dos sonhos vagos
Inquietas luas
Cobertas de mel
Incensos e mirra
Milagrosas
Que nos intoxica
Nossa pureza
Em momentos
Secretos

Tua Rosa

Pensei em tuas
Formas
Textura suave
Curvas lascivas
E tu deseja
Calada
Me toca
Alterada
Intensa, tensa
Não é carmelita
Ou cortesã
Entre labaredas
Percorro fendas
E arroios
Sorvo tua seiva
E saliva
Toco-te tua flor
Desvendando
O efêmero
Que arde
E sacia
Nessa busca
Sem pudor
De tua rosa

Cala-te


Tua boca tensa
Palavras que
Queimam
Tromba retorcida
Cuspindo injurias
Espalhando
Calunias
No céu
Abrindo feridas
Marcas pútridas
Deixa tudo
Pequeno
Sinistra vóz
Eclipse do
Desejo
Estranho desastre
Esqueceste
Do rir
Pragueja
Em cascatas
Que que rugem,
Uivos e pauladas
Visão turva
Escandaloso mal
Apunhalando
Cortando em um único
E fatal
Golpe transcendental
Boca maldita
Cala-te
Pois aqui
Tu não tem poder

Sóis e cometas

Levanto-te ,
Te carrego
No passado
Te desejo
Em meu futuro
Minha garganta
Arranha
Com o grito
Desse desejo
Preso
Que não é casto
E que te devore
Entre mundos
Eternize o tempo
No êxtase
Do agora
Degustando
Suas pétalas
Te conquisto
Onde renasço
A cada instante
Te marcando
Com a face da fome
E prazer
Que se cria
Nesse momento
Efemero, injusto
Intenso , louco
Saboreio teu
Fruto
Que se faz
Presente
Translúcido
E me esparramo
Sob tua carne
Vivendo o agora
Saboroso, lascivo
Indescritível,
Recoberto de visgo
Recriando nosso
Mito
Onde tocamos
Sóis e cometas