segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Desejo versatíl




No desejo  versátil
Descubro tuas curvas
Pele de porcelana
Entre coxas absorva
Descubro os sabores
Flores, êxtase e odores
Mas em ti a ilusão sorvas

Que entre murmúrios
Tua lingua aguda é brasa
Na fome nos consome
Toda a pureza arrasa
Da alma és incenso
No instante intenso
Que a carne sempre abrasa

Esparramando teu mel
Mas sinto-te trêmula
Quebrando limites
Nos  gemidos a flâmula
Nesse mesmo instante
Manóbra delirante
Tomo-te na súmula

Onde floresce a vida
Desejo, prazer e força
Com espinhos coroada
Pureza da vida e torça
Os valores mesquinhos
Dessa carne e me aninho
Faminto, assim reforça

Morte e renascimento
Com o trêmulo no vasto
O gozo, sacio teu ventre
Primitivo, não é casto
Entre flores abençoadas
A carne entrelaçada
Fome e lírios incastos




  


3 comentários:

  1. Ricardo, como sempre teus textos são muito bem escritos.
    Admiro muito teu talento!
    Beijos.

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  2. Nossa, que legal teu blog! Dei uma lida nos textos e gostei muito!
    Vc já está na minha lista! Voltarei mais vezes!

    Ahh obrigada pelo recadinho que me deixou, gostei demais, amo serpentes e escrevi com o coração sobre elas lá!

    Beijos!

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  3. Ooo meu amigo, como gosto da intensidade de tuas poesias. Foi assim que me identifiquei contigo. E já temos alguns duetos não eh?! Beijoss mil!

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